As ambulâncias foram para o Rally, e médicos do Paraguai dizem que faltou para os pacientes
O Ministério da Saúde destinou 44 veículos à cobertura da prova, 26 deles vindos de outros departamentos. Médicos relatam dificuldade para transferir pacientes graves.
Ministério da Saúde do Paraguai destinou 44 ambulâncias à cobertura do Rally, em Itapúa. Dezoito são do próprio departamento e 26 vieram de outras regiões do país, entre elas San Pedro, Misiones, Alto Paraná e Caazapá.
Médicos dizem que a conta não fechou do lado dos pacientes. A denúncia partiu de profissionais de Itapúa, que relatam cidades sem ambulância durante os dias do evento. Um dos casos citados é o de um paciente com dissecção de aorta, em Caapucú, que não conseguiu ser transferido para hospital especializado.
“Quando temos pacientes que precisam ser encaminhados a Assunção, temos que suplicar e mendigar para que nos deem uma ambulância”, disse a médica Elisa Núñez.
O governo respondeu com números. Segundo o viceministro de Atenção Integral à Saúde, Saúl Recalde, não há risco de desabastecimento. “São usadas ambulâncias de San Pedro, Misiones, Alto Paraná. Há 500 veículos em nível nacional, dos quais 44 serão utilizados no Rally de Itapúa. Não há perigo em relação à não contingência”, afirmou.
A reclamação chega num momento em que a saúde pública paraguaia já estava em conflito aberto. Os médicos da rede pública cumprem greve geral por tempo indeterminado desde 24 de agosto, com consultas e cirurgias eletivas suspensas em todo o país. Em Ciudad del Este, a mobilização chegou à quarta jornada com profissionais jogando os jalecos no chão em protesto.
Para o leitor de Foz do Iguaçu, o alcance é direto. Alto Paraná, do outro lado da Ponte da Amizade, está entre os departamentos que cederam veículos, e é lá que fica o Hospital Regional de Ciudad del Este.
Com informações de Ultima Hora






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