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Vinte anestesiologistas deixam o Hospital Regional de Ciudad del Este

Saíram também nove chefes de serviço. No país, o Ministério da Saúde contabiliza 270 renúncias e os próprios médicos falam em 293, num impasse que já dura duas semanas.

Foz Ao Vivo 05/09/2026 às 10:54
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Gustavo Galeano

Vinte anestesiologistas renunciaram no Hospital Regional de Ciudad del Este. Saíram também nove chefes de serviço, na mesma semana em que cirurgiões e terapeutas da pediatria entregaram os cargos.

Anestesiologista é a peça sem a qual a maior parte das cirurgias não acontece. Sem esse profissional, o hospital não opera, e o efeito aparece rápido na fila.

O diretor do hospital falou em preocupação com a estrutura de comando.

“Estamos muito preocupados diante desta situação, porque os chefes de serviço são o braço do hospital”, disse Cristian Martínez. Segundo ele, “precisamos de resposta aos pedidos dos colegas, sobretudo para trabalhar com tranquilidade”.

As reivindicações são de aumento salarial e de fornecimento de medicamentos e insumos. Muitos profissionais relatam estar afetados psicologicamente pela forma como a instituição vem sendo administrada em relação a recursos.

Os números nacionais continuam sem bater, e essa divergência já dura duas semanas. O Ministério da Saúde registrou 270 renúncias até quinta-feira. A contagem feita pelos próprios profissionais chegou a 293 na sexta.

Antes disso, o ministério havia falado em 61 renúncias, enquanto o ABC Color publicava 431 em uma reportagem e 443 em outra, no mesmo dia.

Um dos médicos atribui a diferença ao caminho das cartas.

“Havia gente que entregava nos hospitais, então, não sei por quê, essa informação não chegava ao ministério”, afirmou o cirurgião pediátrico Roberto Riveros. Sobre a situação atual, ele disse que “do jeito que as coisas estão, hoje é de impossível substituição e de impossível cobertura”.

As renúncias alcançam anestesiologistas, cirurgiões pediátricos, neonatologistas, gastroenterologistas, oftalmologistas, infectologistas, cardiocirurgiões, reumatologistas, pneumologistas e cardiologistas.

Entre os hospitais atingidos estão o Pediátrico Acosta Ñu, o Materno Infantil San Pablo, o Santíssima Trindade, o Nacional de Itauguá, o Hospital do Trauma, o de San Lorenzo e o de Villa Elisa.

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