Vinte anestesiologistas deixam o Hospital Regional de Ciudad del Este
Saíram também nove chefes de serviço. No país, o Ministério da Saúde contabiliza 270 renúncias e os próprios médicos falam em 293, num impasse que já dura duas semanas.
Vinte anestesiologistas renunciaram no Hospital Regional de Ciudad del Este. Saíram também nove chefes de serviço, na mesma semana em que cirurgiões e terapeutas da pediatria entregaram os cargos.
Anestesiologista é a peça sem a qual a maior parte das cirurgias não acontece. Sem esse profissional, o hospital não opera, e o efeito aparece rápido na fila.
O diretor do hospital falou em preocupação com a estrutura de comando.
“Estamos muito preocupados diante desta situação, porque os chefes de serviço são o braço do hospital”, disse Cristian Martínez. Segundo ele, “precisamos de resposta aos pedidos dos colegas, sobretudo para trabalhar com tranquilidade”.
As reivindicações são de aumento salarial e de fornecimento de medicamentos e insumos. Muitos profissionais relatam estar afetados psicologicamente pela forma como a instituição vem sendo administrada em relação a recursos.
Os números nacionais continuam sem bater, e essa divergência já dura duas semanas. O Ministério da Saúde registrou 270 renúncias até quinta-feira. A contagem feita pelos próprios profissionais chegou a 293 na sexta.
Antes disso, o ministério havia falado em 61 renúncias, enquanto o ABC Color publicava 431 em uma reportagem e 443 em outra, no mesmo dia.
Um dos médicos atribui a diferença ao caminho das cartas.
“Havia gente que entregava nos hospitais, então, não sei por quê, essa informação não chegava ao ministério”, afirmou o cirurgião pediátrico Roberto Riveros. Sobre a situação atual, ele disse que “do jeito que as coisas estão, hoje é de impossível substituição e de impossível cobertura”.
As renúncias alcançam anestesiologistas, cirurgiões pediátricos, neonatologistas, gastroenterologistas, oftalmologistas, infectologistas, cardiocirurgiões, reumatologistas, pneumologistas e cardiologistas.
Entre os hospitais atingidos estão o Pediátrico Acosta Ñu, o Materno Infantil San Pablo, o Santíssima Trindade, o Nacional de Itauguá, o Hospital do Trauma, o de San Lorenzo e o de Villa Elisa.





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