Cerca de 300 médicos entregam a renúncia no Paraguai, e a cirurgia pediátrica ficou sem ninguém
A greve terminou sem acordo. O governo diz que o reajuste de 76% pedido é impossível e oferece uma carreira sanitária. Um hospital pediátrico ficou sem cirurgiões.
Cerca de 300 médicos especialistas e subespecialistas do sistema público paraguaio entregaram a renúncia. A decisão veio depois de uma semana de greve encerrada sem acordo com o governo.
O efeito já apareceu em serviço essencial. Segundo o sindicato, o Hospital Pediátrico Niños de Acosta Ñu, em San Lorenzo, ficou sem nenhum cirurgião pediátrico.
A greve começou em 24 de agosto e envolveu, segundo o gremio, cerca de 11 mil médicos.
“O salário que estão pagando hoje não cobre nem o transporte para ir trabalhar”, disse a secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos, Rossana González.
O governo diz que a conta não fecha. O ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera, afirmou ser impossível financiar o reajuste de 76% solicitado, e propôs em troca a criação de uma carreira sanitária.
Para Foz do Iguaçu, o assunto não é distante. Na sexta-feira, a mobilização em Ciudad del Este chegou à rodovia PY02 e a Polícia Nacional bloqueou o acesso à Ponte da Amizade, com uso de bombas de efeito moral e balas de borracha. O Hospital Regional de Ciudad del Este atende também moradores da fronteira.
Com informações de Infobae





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