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Justiça e Segurança

Elas chegavam já devendo: PF investiga tráfico de mulheres do Paraguai e da Argentina no Oeste

A Operação Puro Engano cumpriu cinco mandados em Missal, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia. O caso começou com o desaparecimento de uma jovem, resgatada em novembro.

Foz Ao Vivo 25/08/2026 as 10:26 Atualizado 25/08 as 10:36
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PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (25/08) a Operação Puro Engano, contra um esquema de tráfico internacional de pessoas para exploração sexual no oeste do Paraná. Foram cinco mandados de busca e apreensão, em Missal, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia.

Dois mandados foram cumpridos em Missal, dois em São Miguel do Iguaçu e um em Itaipulândia.

O caso começou quando autoridades argentinas comunicaram, pelo Comando Tripartite, o desaparecimento de uma jovem estrangeira em situação de vulnerabilidade na região de fronteira. A partir da cooperação entre os países, policiais federais a localizaram e resgataram em novembro de 2025, dentro de uma casa noturna na zona rural de Missal.

Com o avanço da apuração, a PF identificou indícios de um esquema estruturado para trazer mulheres do Paraguai e da Argentina.

O mecanismo é o centro da investigação. Segundo a PF, um agenciador fazia o transporte clandestino das mulheres pela fronteira, usando veículos com placas estrangeiras. Cada deslocamento custava cerca de R$ 300. O valor era pago inicialmente pelos donos dos estabelecimentos, mas depois lançado como dívida das próprias mulheres.

Na prática, elas começavam a atividade já endividadas e seguiam submetidas à cobrança. A investigação apurou ainda a aplicação de multas de até R$ 1 mil quando as regras impostas pelos responsáveis pelos locais não eram cumpridas.

O nome da operação faz referência às falsas promessas de trabalho e remuneração que, segundo a apuração, eram usadas para atrair mulheres em situação de vulnerabilidade social.

São investigados os crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, rufianismo e favorecimento da prostituição ou exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável.

Todos os mandados foram cumpridos. Um homem foi preso por posse ilegal de arma de fogo.

Em um dos estabelecimentos, foram encontradas três mulheres paraguaias em situação migratória irregular. Elas foram identificadas e ouvidas, e serão orientadas sobre os procedimentos de regularização. A PF acionou o Consulado do Paraguai e a assistência social do município para dar apoio a elas.

A Polícia Federal lembra que promover a entrada ilegal de estrangeiro no país, ou a saída para território estrangeiro, é crime de promoção de migração ilegal, previsto no artigo 232-A do Código Penal, com pena de 2 a 5 anos de reclusão.

Com informações de CS/PF/Foz

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