Horror no Estacionamento: Professora sequestrada, amarrada e abandonada em mata
A tarde do domingo (17/08) transformou-se em pesadelo para a professora Helena Paula Domingues Carvalho em Foz do Iguaçu. Ao sair do estacionamento de um supermercado, ela foi surpreendida e submetida a horas de terror, culminando em seu abandono, amarrada, em uma área de mata isolada. O caso, atendido pelo 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), envolve roubo agravado, sequestro relâmpago e cárcere privado.
Segundo o relato da vítima à Polícia Militar, três homens, ocupantes de um veículo de cor cinza, interceptaram-na abruptamente. Dois deles desceram do carro; um, portando um revólver, apontou a arma e a forçou, sob ameaça, a entrar em seu próprio veículo. Impotente e sob o jugo do medo, ela foi levada para um destino desconhecido.
A viagem foi marcada pela angústia e pela violência. Sob grave ameaça constante, a vítima foi transportada até a região de Santa Terezinha de Itaipu. Em um local ermo e de mata fechada, o desfecho do seu calvário foi especialmente cruel: os criminosos a amarraram e a abandonaram, completamente vulnerável, no meio da vegetação. Enquanto isso, fugiram levando seu automóvel, que, conforme apurações iniciais, cruzou a fronteira com o Paraguai.
Durante o trajeto, os sequestradores descartaram o aparelho celular da mulher. Familiares, utilizando tecnologias de localização, conseguiram encontrar o telefone, um pequeno farol em meio ao caos, mas que não evitou a situação extrema vivida pela vítima.
Após conseguir se libertar das amarras em meio ao isolamento, a mulher, em estado de choque e exaustão, percorreu a pé até alcançar a Rodovia BR 277. Foi ali que encontrou refúgio e auxílio, buscando socorro na Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Santa Terezinha de Itaipu.
As equipes policiais, acionadas imediatamente, empreenderam extensivas diligências na tentativa de localizar o veículo e capturar os criminosos. No entanto, os esforços foram infrutíferos: o carro não foi recuperado e os autores do bárbaro crime permanecem foragidos, possivelmente já em solo paraguaio.
O caso foi formalmente encaminhado à Polícia Civil de Foz do Iguaçu, que assume as investigações subsequentes. O objetivo é o pleno esclarecimento dos fatos e a identificação e responsabilização dos três homens envolvidos. Enquanto isso, a vítima tenta se recuperar do trauma de ter sua liberdade, segurança e dignidade violadas de forma tão brutal e aterrorizante, um lembrete sombrio da violência que pode surgir em momentos cotidianos.
Fonte: CS/PM/Foz





