Pular para o conteúdo
Ao vivo --:-- há 28 min  Suspeitos abandonam 139,7 quilos de maconha e fogem pela mata na Cachoeira do Dentão
NewZone
Mobile Zone
Assistência Social

Ex-morador de rua vira MEI e pinta o Centro Pop, que atende quem vive nas ruas

Acolhido da Casa de Passagem II em Foz do Iguacu vira microempreendedor, presta servicos a Prefeitura e agora pinta o Centro Pop.

Foz Ao Vivo 21/09/2026 às 10:06
Compartilhar
Divulgação/PMFI

Paulo Henrique Rosa de Souza, que viveu nas ruas de Foz do Iguaçu, agora pinta o Centro Pop, o espaço que atende pessoas em situação de rua. Ele presta serviços à Prefeitura como microempreendedor individual há pouco mais de um mês.

Paulo chegou à Casa de Passagem II em janeiro e foi incluído no projeto Ambiência Participativa, que valoriza as habilidades dos acolhidos e incentiva a volta ao mercado de trabalho.

“Eu dormi na rua, na chuva, no frio. Passava dias sem comer. Quando eu deitava eu pensava: ‘Tenho que dar um jeito na minha vida’. Pedi força para Deus me ajudar e Ele me ajudou”, conta.

A equipe da Secretaria de Assistência Social ajudou Paulo com a documentação pessoal e o cadastro como MEI. A Central do Empreendedor o incluiu no Repara Foz, programa que contrata prestadores para pequenos reparos e manutenção em prédios públicos.

“É o trabalho que eu gosto de fazer. Eu tenho um talento, tenho um dom. Uma coisa que até agora eu não estou acreditando, mas é real”, diz.

“O caso do Sr. Paulo ilustra um pouco do trabalho que realizamos em relação ao atendimento à população em situação de rua, que não consiste apenas em abordar as pessoas e levá-las para outro ambiente, mas principalmente desenvolver um trabalho sistemático e organizado para que essas pessoas possam efetivamente superar essa vulnerabilidade. Dentro do projeto Ambiência Participativa, nós incentivamos todas as pessoas acolhidas a darem esse passo, encontrarem uma ocupação”, afirma o diretor da Proteção Social Especial, Sidney Ribeiro.

Enquanto trabalha no Centro Pop, Paulo também motiva quem vive hoje a situação que ele conhece bem.

“Uma das principais interpretações das pessoas em situação de rua é que são pessoas que já não produzem, que não têm utilidade, muitas vezes sofrem preconceito por conta disso. O Seu Paulo é um exemplo claro de o quanto a produtividade pode reacender essa autoestima e a confiança e mostrar tanto para ele quanto para a sociedade que existe um espaço, que a integração é possível e que superar situações difíceis também é possível”, diz o diretor.

Paulo já tem os próximos passos definidos. “O projeto agora é alugar uma casinha, comprar meus móveis, as minhas coisinhas. Cuidar do meu jardim”, planeja.

“Deus sabe de todas as coisas. Agora eu só tenho a agradecer por tudo o que fizeram por mim”, conclui.

Com informações de PMFI

Compartilhe esta notícia

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *