Polícia encontra 64 chineses trancados em prédio em Ciudad del Este e investiga tráfico de pessoas
São 61 homens e três mulheres. As saídas estavam fechadas com soldas de ferro, e cinco a sete pessoas dividiam cada quarto. O encarregado do local foi detido.
A polícia e o Ministério Público do Paraguai encontraram 64 cidadãos chineses trancados em um prédio em Ciudad del Este, na tarde de quarta-feira (4). São 61 homens e três mulheres.
As saídas estavam fechadas com soldas de ferro, e eles não podiam deixar o local. De cinco a sete pessoas dividiam cada quarto, onde cozinhavam, dormiam e faziam quase todas as atividades.
O endereço é o Hotel Betel, na avenida América com a Ñacunday Norte, na Área 4. A promotora do caso questionou se o lugar é de fato um hotel.

A investigação apura tráfico de pessoas com fins de exploração laboral. A promotora Vivian Coronel não descarta exploração sexual das três mulheres e disse que as pessoas estavam em extrema vulnerabilidade.
Diego Nemecio Espinoza Paredes, apontado como encarregado do estabelecimento, foi detido.
A operação se chama Dragón de Jade e começou com uma denúncia recebida pelo Ministério Público cinco ou seis dias antes. Participaram policiais do departamento de cooperação policial internacional, chefiado pelo comissário Carlos Duré.

Duré disse que havia movimentação noturna no prédio a partir das 23h. Segundo ele, em casos parecidos as vítimas são recrutadas para atividades ilícitas em plataformas digitais – mas ainda não se sabe o que era feito ali.
Foram apreendidos celulares, computadores de mesa, notebooks, dispositivos de armazenamento e documentos, que serão examinados pela divisão de cibercrime. Os computadores estavam desligados.
A situação migratória dos 64 ainda não foi definida. A Promotoria vai pedir informações à Direção Nacional de Migrações, inclusive sobre possíveis documentos falsos.
EM QUE PÉ ESTÁ O CASO
A hipótese inicial da Promotoria é tráfico de pessoas com fins de exploração laboral. É a linha de investigação, não uma conclusão.
As 64 pessoas são tratadas como presumidas vítimas, não como suspeitas.
Uma pessoa foi detida. Detenção não é condenação, e a investigação está no começo.
Ainda não se sabe que trabalho essas pessoas faziam, como entraram no Paraguai nem qual é a situação migratória delas.
Com informações de LN







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