São 4.770 pessoas na fila por psicoterapia em Foz, e a Prefeitura procura um novo prédio
O Ambulatório de Saúde Mental funciona sem espaço e sem isolamento acústico entre as salas, e o Conselho Regional de Psicologia reclamou. A Prefeitura recebe propostas de imóveis.
São 4.770 pessoas na fila por psicoterapia na rede pública de Foz do Iguaçu. A Prefeitura procura um imóvel maior para mudar o Ambulatório de Saúde Mental, que hoje funciona sem condições adequadas.
Os problemas apontados são de estrutura. Falta espaço, faltam condições para consulta individual e não há isolamento acústico entre as salas.
O Conselho Regional de Psicologia do Paraná apresentou reclamações sobre o local.
O isolamento acústico não é detalhe. Em psicoterapia, a conversa entre paciente e profissional depende de sigilo, e uma parede que deixa passar som compromete o próprio atendimento.
A Prefeitura definiu o que o novo endereço precisa ter. A lista inclui localização central ou acesso fácil por transporte público, acessibilidade, isolamento acústico nas salas, ventilação e iluminação adequadas, instalação elétrica compatível e internet para os sistemas de saúde.
A administração está recebendo propostas de imóveis e vai alugar o que considerar mais adequado, pelos valores de mercado.
Em paralelo, a Secretaria Municipal de Saúde montou uma equipe para acompanhar as filas do SUS. São 18 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e agentes comunitários de saúde.
O grupo integra o sistema municipal de avaliação e regulação, monitora as listas de espera e atualiza os protocolos que definem prioridade de atendimento.
A própria secretaria faz a ressalva. A formação da equipe não significa abertura imediata de novas vagas nem garante redução automática do tempo de espera.
Com informações de PMFI






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