A droga agora viaja como encomenda: três apreensões em uma semana entre Foz e Cascavel
A PF apreendeu 51,91 kg de maconha escondidos entre encomendas de um aplicativo de compras. É a terceira apreensão da semana na mesma rota logística, que juntas passam de 215 quilos.
A Polícia Federal e a Polícia Militar apreenderam 51,91 quilos de maconha escondidos entre encomendas de um aplicativo de compras, no início da noite de sexta-feira (28), na BR-277. O caminhão saiu de Foz do Iguaçu e ia para Cascavel.
A carga tinha dois tipos de droga: 22,69 quilos de maconha do tipo capulho e 29,22 quilos de maconha prensada.
A ação começou com uma informação de que havia volumes ilícitos misturados às encomendas comerciais do caminhão, que seguia para o centro de distribuição do aplicativo em Cascavel.
O veículo foi abordado na rodovia e levado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde a carga foi conferida. Cães farejadores apontaram os volumes suspeitos, e a maconha apareceu quando as encomendas indicadas foram abertas.
O caminhão e as demais encomendas foram encaminhados à Receita Federal.
A frase mais importante do comunicado da PF não é o peso. Segundo o órgão, esta foi a terceira apreensão só naquela semana envolvendo o transporte de drogas e medicamentos ilícitos por encomendas de aplicativo, na mesma rota logística entre Foz do Iguaçu e o centro de distribuição em Cascavel.
As outras duas foram registradas nos dias anteriores. Em 27 de agosto, a Receita Federal e a Polícia Civil encontraram 33,5 quilos de droga no próprio centro de distribuição em Cascavel, sendo 27 quilos de capulho, 4,6 de prensada e 1,8 de haxixe, junto com cerca de 300 encomendas irregulares avaliadas em aproximadamente 300 mil reais.
Ainda em 28 de agosto, mais cedo, a PF e a PM abordaram dois caminhões de encomendas na BR-277, perto de Matelândia, e localizaram 13 volumes com 130 quilos de maconha, além de ampolas de tirzepatida, medicamento usado para emagrecimento.
Somadas, as três ações da semana chegam a 215,41 quilos de droga em uma única rota de entrega.
A apreensão do dia 27 mostra até onde as encomendas iam. Segundo a Receita Federal, os pacotes tinham como destino Mafra e Joinville, em Santa Catarina, Curitiba, no Paraná, e o Rio de Janeiro. Ou seja, Cascavel funcionava como ponto de redistribuição, e não como destino final.
O tipo de droga também mudou. Nas três apreensões apareceu capulho, que é a flor da cannabis, e em uma delas haxixe. A Receita Federal registrou que capulho e haxixe são derivados com maior concentração de THC e maior valor comercial do que a maconha prensada, o produto tradicional da fronteira.
Com informações de CS/PF/Foz






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