Flybondi desmonta a base de Puerto Iguazú e deixa mais de 800 trabalhadores sem salário
A companhia está sem voar desde 6 de agosto e o site saiu do ar no dia 18. No Brasil, a ANAC suspendeu a venda de passagens, mas os bilhetes já emitidos continuam válidos.
A companhia aérea argentina Flybondi desmontou a base que mantinha em Puerto Iguazú e fechou em definitivo a de Posadas. A estrutura de Iguazú, que tinha 15 funcionários operacionais, foi reduzida a três administrativos. Mais de 800 trabalhadores estão sem receber salários e indenizações.
Os números são de reportagem da imprensa argentina publicada em 20 de agosto, que também informou que a empresa estava sem voar desde o dia 6 e que o site havia saído do ar em 18 de agosto. Até três semanas antes da paralisação, a plataforma seguia vendendo passagens.
A companhia também encerrou operações em Salta, Jujuy, Santiago del Estero e Córdoba.
Uma ex-funcionária da base de Iguazú, identificada como Florencia, resumiu a situação. “Nos deixaram na rua sem dar a cara”, disse. Sobre a venda de bilhetes até pouco antes da parada, ela afirmou: “É uma fraude, pelo fato de que até três semanas atrás estavam” vendendo passagens.
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil restringiu a empresa em duas etapas. Em 28 de julho, suspendeu a venda de passagens para Florianópolis, Maceió e Salvador. Em 11 de agosto, ampliou a medida para a rota Buenos Aires–Rio de Janeiro, no Galeão.
A restrição atinge a comercialização de bilhetes, e não a autorização para operar. Segundo a ANAC, a decisão não afeta as passagens já emitidas, e a Flybondi permanece responsável pela execução dos voos anteriormente comercializados. Em caso de cancelamento, a empresa deve oferecer reembolso integral ou reacomodação em outro voo, com aviso mínimo de 72 horas.
Não há prazo para o fim da restrição. Ela pode ser revista se a companhia demonstrar a adoção das medidas necessárias e a superação dos riscos apontados. A empresa segue autorizada a operar pelo governo argentino.
Esta não é a primeira parada. A Flybondi já havia interrompido os voos em julho e retomado no dia 14 daquele mês, com quatro Boeing 737-800 ativos de uma frota de treze, já sob o controle da COC Global Enterprise, acionista majoritária.
Na região da Tríplice Fronteira, a companhia atendia o Aeroporto de Puerto Iguazú, com a rota Buenos Aires–Iguazú. No Brasil, opera para o Galeão, Florianópolis, Maceió e Salvador.
A crise tem origem no mercado interno argentino enfraquecido e na alta do custo do combustível de aviação.
Comprou passagem da Flybondi e quer saber seus direito?
A passagem já emitida continua válida e a companhia é responsável por executar o voo Se houver cancelamento, o passageiro tem direito a reembolso integral ou reacomodação em outro voo O aviso de cancelamento deve ser dado com no mínimo 72 horas de antecedência Em caso de descumprimento, a reclamação pode ser feita à ANAC e ao Procon
Com informações de Misiones Online






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