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Itaipu Binacional

Filhotes são alimentados na Unidade de Tratamento Animal (UTA).

São 10 da família dos tucanos e dois da dos papagaios e araras. As aves recebem 11 alimentações por dia e são manejadas com o mínimo de contato humano.

Foz Ao Vivo 27/10/2026 às 12:22
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Filhotes são alimentados na Unidade de Tratamento Animal (UTA).
Sara Cheida/Itaipu Binacional.

Doze filhotes já nasceram dos ovos de aves nativas apreendidos pela Receita Federal em um ônibus em Foz do Iguaçu, no sábado (24). São 10 ranfastídeos, a família dos tucanos, e dois psitacídeos, a dos papagaios e araras.

Os ovos e os filhotes estão no Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. Segundo a usina, foram 34 ovos retidos: 27 de ranfastídeos e sete de psitacídeos. A Receita Federal havia informado 32.

Os primeiros nasceram na madrugada de domingo, e a previsão é que todas nasçam até sexta-feira (30). A espécie exata ainda não pode ser determinada.

Os ovos ficam em incubadora com temperatura e umidade controladas. A cada dois dias é feita uma ovoscopia, exame com uma lâmpada que atravessa a casca para acompanhar o embrião, além do monitoramento dos batimentos cardíacos. Ao nascer, as aves vão para uma Unidade de Tratamento Animal, por pelo menos 40 dias.

Aline Konell (à dir.), veterinária do Refúgio Biológico da Itaipu.

“Tudo vai depender do desenvolvimento. Atualmente eles recebem 11 alimentações por dia, das 7h às 17h e monitoramos as condições de evolução para determinar os próximos passos”, explica a veterinária do refúgio, Aline Konell.

A alimentação segue a literatura científica, diz a zootecnista Fabiana Stamm. “Os ranfastídeos precisam de um alimento com mais proteína, então elaboramos um farelo com uma formulação exclusiva. Já para os psitacídeos é um pouco mais fácil porque existe uma papinha que é vendida comercialmente e pode ser usada”, afirma.

As aves são manejadas com o mínimo de contato humano, para evitar o imprinting, o vínculo com quem cuida do animal. É o que mantém aberta a possibilidade de soltura.

“Nós não definimos o destino dos animais. Prestamos os cuidados da melhor forma possível para que eles não se acostumem com humanos. Quem vai definir se serão soltos ou não são os órgãos ambientais”, destaca Aline.

Com informações de CS/Itaipu

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