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Itaipu Binacional

Projeto da Itaipu aproxima escolas da ciência e da preservação ambiental

Foz Ao Vivo 31/03/2026 às 13:06
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Por dois dias, 22 professoras da rede pública de ensino de Santa Helena (PR), município localizado às margens do reservatório da Itaipu, tiveram uma imersão em pesquisas realizadas bem próximas de onde elas vivem e trabalham. Trata-se do I Workshop de Sociobiodiversidade Local, resultado de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Instituto Federal do Paraná (IFPR), realizado nos dias 26 (em Foz do Iguaçu) e 27 de março (em Santa Helena). 

O ponto alto foram as atividades práticas realizadas no Refúgio Biológico Santa Helena, no dia 27, quando as professoras puderam ver de perto as metodologias empregadas em pesquisas científicas conduzidas ali, tais como a captura de fauna e coleta flora. O papel ecológico de cada é estudado e os dados ajudam a avaliar os resultados dos esforços de conservação da Mata Atlântica nessa região. A escolha do local não é por acaso. Santa Helena é o município que mais contribuiu para a regeneração desse bioma no Paraná, segundo estudos da SOS Mata Atlântica e MapBiomas. 

Nas atividades práticas, as professoras dividiram-se em grupos que se revezaram em estações lideradas por especialistas em aves; mamíferos; insetos e aracnídeos; herpetofauna (répteis e anfíbios); e flora. Para a professora Marinês Poleto, da Escola Municipal Pedro Álvares Cabral, a riqueza da atividade vai se refletir em benefícios para os alunos. 

“A gente não imagina que tem essa riqueza assim tão perto”, contou. “Vivenciar essas pesquisas traz uma bagagem que a gente leva para a sala de aula. Quando o aluno vê o entusiasmo, o brilho no olho do professor, isso desperta o interesse dele pela ciência”, afirmou. 

O foco nas docentes faz parte de uma estratégia de aproximar o público das pesquisas realizadas no eixo Biodiversidade pelo Núcleo de Inteligência Territorial (NIT). Com sede no Itaipu Parquetec, o NIT produz informações essenciais para a tomada de decisão nas iniciativas socioambientais promovidas pela Itaipu no território. “A expectativa é de que o curso vai multiplicar, por meio das escolas, a transferência dos conhecimentos que a gente tem sobre a biodiversidade das áreas protegidas da Itaipu”, explicou o biólogo Gabriel Lobregat de Oliveira, da Divisão de Áreas Protegidas da Binacional. 

“Muitas vezes, a dificuldade que os pesquisadores e técnicos têm é a de transformar o conteúdo das pesquisas em algo atraente, acessível para os alunos. Nosso jargão técnico às vezes afasta o público. Mas este projeto tem a riqueza de mostrar o amor, a paixão que esses pesquisadores, todos de referência em suas áreas, têm pelo tema. E, com certeza, o resultado disso serão mais biólogos, mais médicos veterinários, mais engenheiros florestais”, afirmou a gerente de Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas da Itaipu, Veridiana Pereira, durante a abertura do curso. 

Ainda na abertura, o coordenador do NIT, Fagner de Oliveira, lembrou a importância de ter crescido próximo a uma área protegida da Itaipu, o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). “Fui morador da Vila C e foi visitando o RBV que tive o primeiro contato com certos animais, com a mata. Na minha cabeça de criança toda cidade, todo bairro tinha isso. Mas daí a gente cresce e vê como esse lugar é especial. E isso me influenciou a trabalhar com esse tema hoje.”

O diretor do IFPR Campus Curitiba, Giancarlo de França Aguiar, também compartilha da opinião que essa aproximação com a comunidade é o grande benefício do projeto. “A Itaipu tem grande importância para a biodiversidade, a preservação e o resgate da natureza do nosso País”, afirmou. “A partir dessas iniciativas da empresa e de seus editais é que a gente consegue fomento para transformar ensino e pesquisa em qualidade de vida para as comunidades do território.”

Fonte: CS/Itaipu

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