Operação contra contrabando de eletrônicos faz buscas em casas de dois policiais militares
A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca em Foz do Iguaçu nesta quinta-feira. O grupo investigado é suspeito de contrabando de celulares e cigarros eletrônicos avaliados em R$ 20 milhões.
A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu nesta quinta-feira (29), contra uma organização criminosa suspeita de transportar e vender eletrônicos entrados no país de forma irregular.
Dois investigados eram policiais militares, e as buscas foram feitas nas casas deles. A ação contou com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. Participaram policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra.
Ninguém foi preso. Além das buscas, foram cumpridas medidas cautelares sobre o patrimônio dos investigados.
É a segunda fase da Operação Resgate Ilícito. A primeira foi em 18 de novembro de 2025, com 12 mandados em Cascavel e Foz do Iguaçu — 11 meses atrás.
A investigação começou com apreensões feitas entre 2024 e 2025, de cargas avaliadas em cerca de R$ 20 milhões: celulares sem nota fiscal e cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida no Brasil desde 2009 e que hoje nem podem entrar na bagagem de viajante.

Depois da primeira fase, segundo a PF, surgiram indícios de ocultação de patrimônio com uso de empresas, de pessoas interpostas e de movimentações financeiras acima da capacidade econômica dos investigados. Apareceram também indícios de participação de agentes públicos protegendo o grupo.

O nome da operação vem do método: o grupo dizia estar recuperando cargas roubadas para justificar o que fazia. Na prática, segundo as diligências, recuperava mercadoria contrabandeada que outros criminosos haviam roubado.
Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Denúncias podem ser feitas no telefone (45) 3220-6817.
Com informações de CS/PF/Foz






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