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Itaipu Binacional

Itaipu investe R$ 5,7 bilhões para conter alta na conta de luz

Foz Ao Vivo 06/04/2026 às 08:01
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Desde 2023, a Itaipu Binacional repassou R$ 5,7 bilhões à conta de comercialização da energia elétrica de Itaipu, administrada pela ENBPar.

Os aportes foram direcionados à redução da pressão tarifária e ao equilíbrio do setor elétrico, contribuindo para manter a energia de Itaipu em patamar competitivo no mercado regulado, com reflexo direto na tarifa ao consumidor.

“Alinhada às políticas do governo federal, a Itaipu tem garantido energia mais acessível e previsível, com benefícios diretos para o consumidor brasileiro”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri.

Em 2026, os aportes já somam R$ 1,556 bilhão. Nos últimos anos, as transferências foram realizadas de forma contínua: R$ 1,694 bilhão em 2025, R$ 1,659 bilhão em 2024 e R$ 793,1 milhões em 2023, ano em que a usina quitou sua dívida histórica de construção.

Em 2025, cerca de 45% do orçamento da entidade, US$ 306,5 milhões, foram destinados à modicidade tarifária.

“A redução da tarifa e os aportes para a modicidade se convertam em alívio real na conta de luz, beneficiando diretamente o consumidor residencial das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste”, disse o diretor financeiro executivo de Itaipu, André Pepitone.

Com o fim da dívida, em fevereiro de 2023, houve uma mudança estrutural no custo da energia da usina. O valor, que até 2022 se mantinha em média em US$ 27,86/kW.mês, caiu para US$ 20,23/kW.mês.

Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi estabelecida em US$ 17,66/kW.mês, consolidando redução de 36,6% em relação ao patamar anterior. A queda colocou a energia abaixo da média do mercado regulado.

Os dados mais recentes confirmam esse posicionamento. Em 2026, o custo médio da energia de Itaipu no reajuste tarifário da distribuidora ENEL RJ foi de R$ 217,00/MWh, valor substancialmente abaixo das usinas cotistas da Lei 12.783/2013 (R$ 236,73/MWh) e significativamente inferior ao preço médio de aquisição das distribuidoras no mercado regulado (ACR), de R$ 342,71/MWh, conforme projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para 2026.

Em linha com as diretrizes do governo federal para garantir energia mais acessível à população, a Itaipu atua para transformar o novo cenário pós-dívida em benefício concreto para o país. A redução da tarifa e os aportes para modicidade reforçam o papel da binacional como instrumento de equilíbrio do setor elétrico e de proteção do consumidor residencial, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: CS/Itaipu

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