Pular para o conteúdo
Ao vivo --:-- há 9h  Mulher afastada do trabalho por violência doméstica pode receber do INSS por até seis meses
NewZone
Mobile Zone
Câmbio
Dólar compra5,160 venda5,230 Guarani compra1105 venda1130 Peso argentino compra0,0027 venda0,0036 Dólar no Paraguai compra5800 venda5855 Atualizado hoje, 16:12
Itaipu Binacional

Iniciativa da Itaipu, Itaipu Parquetec e UFPR se destaca no estudo de águas subterrâneas

Foz Ao Vivo 06/05/2026 às 10:48
Compartilhar

A água está presente na rotina, do consumo diário à produção de alimentos. Mas uma parte significativa desse recurso não é visível: circula no subsolo, armazenada em aquíferos que sustentam o abastecimento de cidades inteiras. Compreender essa dinâmica é essencial para garantir segurança hídrica, e é nesse contexto que uma pesquisa iniciada no Oeste do Paraná ganha relevância. 

Desenvolvido com investimentos da Itaipu Binacional, em parceria com o Itaipu Parquetec e a Universidade Federal do Paraná, por meio do Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas, o Projeto Hidrosfera consolidou, ao longo de oito anos, uma das principais iniciativas de estudo de aquíferos fraturados no país, com foco no Aquífero Serra Geral, na Bacia Paraná 3 (BP3). 

O projeto estruturou um modelo hidrogeológico que integra dados sobre quantidade, qualidade e comportamento da água subterrânea, permitindo entender sua relação com o clima, o uso do solo e as atividades humanas. Na prática, isso possibilita antecipar cenários de escassez, orientar o uso do recurso e apoiar políticas públicas. Segundo Lucas Henrique Garcia, gestor do convênio pela Itaipu, os resultados já permitem identificar padrões importantes. “Conseguimos entender como a água subterrânea interage com a água da chuva, com os rios e também com a influência da sociedade no território. Isso é essencial, porque essa água abastece boa parte da população”, afirmou. 

Para o professor de Geologia da Universidade Federal do Paraná e coordenador do projeto, Gustavo Barbosa Athayde, a evolução do Hidrosfera também reflete um avanço na forma de produzir e compartilhar conhecimento. “Nossa grande contribuição nesse segundo ciclo foi aperfeiçoar os métodos analíticos e, principalmente, chegar mais perto da sociedade. Produzimos atlas, cartilhas, criamos um site e fortalecemos a comunicação científica para que esse conhecimento não fique restrito à academia”, destacou. 

Além da pesquisa, a iniciativa investe na tradução do conhecimento. Com materiais como cartilha e documentário, amplia o acesso à informação e reforça a importância de um recurso que, embora essencial, ainda é pouco percebido no cotidiano. A química e pesquisadora do Itaipu Parquetec, Bianca do Amaral, destaca que esse movimento já apresenta resultados concretos. “O que percebemos é que, com a interação da sociedade, as águas subterrâneas estão se tornando cada vez menos invisíveis para a população, gestores públicos e tomadores de decisão”, afirmou. 

Na região Oeste do Paraná, cerca de 89% do abastecimento público depende das águas subterrâneas. Diante desse cenário, o Hidrosfera se consolida como referência ao integrar ciência, tecnologia e comunicação, contribuindo para uma gestão mais eficiente e preventiva dos recursos hídricos. 

Os materiais de divulgação científica e os principais resultados do Projeto Hidrosfera podem ser acessados na página do projeto: https://campanha.itaipuparquetec.org.br/hidrosfera/.

Fonte: CS/Itaipu

Compartilhe esta notícia

Leia também