Brasileiros que moram no Paraguai ficam sem o documento da Ponte da Integração
A Polícia Federal não emite o DTVF para quem tem residência paraguaia, e a Migração do Paraguai também não, por serem brasileiros. Eles ficam entre as duas regras.
Os brasileiros que moram no Paraguai com residência temporária ou permanente não conseguem tirar o DTVF, o documento obrigatório para cruzar a Ponte da Integração em carro particular.
O motivo é uma lacuna entre as duas regras. A Polícia Federal do Brasil não emite o documento para quem tem residência no Paraguai. E a Direção Nacional de Migrações do Paraguai também não emite, porque eles são cidadãos brasileiros.
“Temos a residência permanente paraguaia e a Polícia Federal não vai me conceder o DTVF”, disse o empresário brasileiro Gilberto Blum, que mora em Ciudad del Este.
Segundo ele, o problema atinge quase todo o grupo. “99% dos brasileiros que querem o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço não podem”, afirmou.
O DTVF é exigido de todos os ocupantes do veículo, motorista e passageiros, e só vale para moradores de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias.
Para tirar o documento, é preciso apresentar passaporte, comprovante de residência em nome do solicitante e certidão de antecedentes criminais dos últimos cinco anos. O prazo de análise é de até 72 horas úteis e o documento vale cinco anos.
O caso aparece na semana em que o Paraguai reduziu em 68% o valor cobrado dos brasileiros, de 234.154 para 74.929 guaranis, cerca de R$ 64, pelo critério da reciprocidade.
Ou seja, o documento ficou mais barato, mas continua fora do alcance de quem tem residência paraguaia.
Com informações de Diario Vanguardia






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