Bombeiros voluntários de Ciudad del Este e região reduzem o atendimento sem repasses
Ciudad del Este acumula dívida de G. 3 bilhões desde dezembro. Em Hernandarias, só um de seis veículos está em operação, segundo os corpos voluntários.
Os corpos de bombeiros voluntários das principais cidades de Alto Paraná, no Paraguai, estão reduzindo a capacidade de atendimento por falta de repasses das prefeituras. As companhias atuam sem remuneração e dependem desses recursos para combustível, insumos e manutenção das viaturas.
O maior valor em atraso é o de Ciudad del Este, com cerca de G. 3 bilhões pendentes desde dezembro do ano passado. Em Minga Guazú, a companhia K122 aponta entre G. 150 milhões e G. 170 milhões acumulados em seis meses. Hernandarias registra entre G. 130 milhões e G. 150 milhões, e Presidente Franco, cerca de G. 30 milhões referentes a julho e agosto.
O efeito aparece na frota. Em Hernandarias, apenas um dos seis veículos está em operação, com os outros cinco parados por problemas mecânicos sem reparo. Em Hernandarias também houve registro de ambulância avariada e de pacientes transportados em camionetes. Há relato de falta de insumos médicos e de veículos de combate a incêndio fora de serviço.
Em Minga Guazú, a companhia anunciou a suspensão das atividades, mantendo apenas o serviço de ambulâncias.
“Agora estamos fazendo vaquinha. Combustível ainda temos”, disse o capitão Arnaldo Maciel, da companhia K122, de Minga Guazú.
“Hoje comunicamos a prefeitura, na terça fazemos um percurso até a instituição com as viaturas e as sirenes e depois já fechamos os portões“, afirmou Maciel sobre a paralisação.
O presidente da agrupação K3, de Hernandarias, Aníbal Adorno, relatou que os seis veículos da corporação têm uso limitado pela situação financeira.
Com informações de Diario Vanguardia






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