Nenhum brasileiro pede o documento exigido para cruzar a Ponte da Integração
A ponte abriu para carros nesta segunda-feira, às 7h. Do lado paraguaio, cerca de 900 pessoas já fizeram o documento; do lado brasileiro, nenhuma.
Nenhum cidadão brasileiro tinha iniciado o pedido do Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço, o DTVF, até a abertura da Ponte da Integração para carros nesta segunda-feira. A informação é da delegação regional da Migraciones do Paraguai.
Do outro lado, cerca de 900 paraguaios já concluíram o trâmite junto à Polícia Federal.
A diferença de preço ajuda a explicar os números. O paraguaio paga cerca de 75 mil guaranis pelo documento emitido no Brasil, algo em torno de R$ 65. O brasileiro paga 234.154 guaranis pelo documento emitido no Paraguai, cerca de R$ 205. É mais do que o triplo.
O Brasil já apresentou formalmente o pedido de redução do valor cobrado do lado paraguaio. A comissão mista que trata da operação da ponte ainda não se reuniu para decidir sobre o assunto.
A ponte foi aberta às 7h para carros de passeio de moradores de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias, com circulação permitida até as 13h.
Nas primeiras horas o movimento foi fraco. Segundo a Rádio Cultura Foz, não houve registro de travessias nas duas primeiras horas de funcionamento.
Todos os ocupantes do veículo precisam do DTVF, inclusive crianças. Para tirar o documento são exigidos comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes dos últimos cinco anos.
A expectativa dos dois lados é de que o fluxo aumente conforme os moradores conheçam as regras e providenciem a documentação.
Com informações de Ultima Hora






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