Receita acha 280 ampolas de emagrecedor no filtro de ar de uma moto de mototáxi
São 280 ampolas em um fundo falso no filtro de ar, com um mototaxista paraguaio preso em flagrante. O contador da Receita chegou a 162.254 ampolas em 2026, alta de 2.069,5%.
A Receita Federal apreendeu 280 ampolas de medicamento para emagrecer escondidas em um fundo falso no filtro de ar de uma motocicleta, na fronteira. O condutor era um mototaxista paraguaio, e a moto tinha placa do Paraguai.
A abordagem foi em fiscalização de rotina, e o esconderijo apareceu na vistoria do veículo.
A motocicleta foi levada ao pátio da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu. O condutor foi encaminhado à Polícia Federal para prisão em flagrante.
O próprio título do comunicado da Receita traz a palavra que resume o caso: novamente.
Este é ao menos o oitavo método diferente de ocultação de emagrecedores ou anabolizantes registrado em Foz e região desde 21 de agosto, em catorze dias.
Antes deste, houve ampolas dentro de hoverboards em ônibus para São Paulo, ampolas em embalagens de perfume numa van de placas paraguaias, caixas na bagagem de uma passageira, unidades escondidas nos tênis de outra, anabolizantes colados ao corpo na rodoviária, ampolas de tirzepatida despachadas como encomenda de aplicativo de compras e um corte na cerca da própria aduana da Ponte da Amizade.
Agora, o filtro de ar de uma moto de trabalho.
O contador da Receita subiu de novo. Entre maio e dezembro de 2025, o órgão apreendeu 7.479 ampolas desse tipo de medicamento em Foz do Iguaçu. Em 2026, até 3 de setembro, foram 162.254 ampolas.
O crescimento é de aproximadamente 2.069,5%, conforme o cálculo da própria Receita.
Dois dias antes, em outro comunicado, o número era 159.306 ampolas até 1º de setembro. Ou seja, a contagem subiu 2.948 ampolas em dois dias, uma média de cerca de 1.474 por dia.
As apreensões divulgadas nesse intervalo somam 1.320 ampolas, entre as 1.040 do caso da cerca cortada e as 280 desta moto. A diferença indica que a maior parte das apreensões não vira comunicado à imprensa.
Parte da explicação do salto anual está numa decisão sanitária. Em abril de 2026, a Anvisa proibiu a importação, a comercialização, a distribuição e o uso de uma lista de canetas emagrecedoras de origem paraguaia, por ausência de registro no Brasil e fabricação por empresas desconhecidas.
Depois da proibição, qualquer entrada desses produtos passou a ser irregular por definição, e a fiscalização foi intensificada. Os dois fatores pesam no número, embora a Receita não separe um do outro.
Com informações de CS/RF/Foz






Deixe um comentário