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Itaipu Binacional

Itaipu Parquetec reaproveita TV Box apreendidos e cria solução para educação e inclusão digital

Iniciativa avalia viabilidade técnica, social e econômica do reaproveitamento de aparelhos apreendidos pela Receita Federal do Brasil.

Foz Ao Vivo 29/08/2025 às 11:09
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Um problema que antes se resumia a lixo eletrônico agora se converteu em oportunidade de inovação tecnológica, sustentabilidade e impacto social. O Itaipu Parquetec, em parceria com a Itaipu Binacional, Receita Federal do Brasil e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), concluiu o projeto de Ressignificação de Aparelhos TV Box.  

A iniciativa teve como meta reaproveitar equipamentos apreendidos, responsáveis por pirataria de conteúdos audiovisuais e risco à cibersegurança, para transformá-los em minicomputadores destinados a aplicações educacionais, comunitárias e de Internet das Coisas (IoT).  

Impactos sociais e ambientais  

De acordo com estimativas da Receita Federal, cerca de 4.781 aparelhos de TV Box são destruídos por mês apenas nas unidades do Paraná e de Santa Catarina. A partir de estudos realizados no projeto, aproximadamente 30% desse volume foi considerado reaproveitável, reduzindo impactos ambientais e oferecendo alternativas de uso social.  

Foram desenvolvidos dois modelos funcionais, Mini-PC Educacional e Mini-PC IoT, além de testes com Cluster Linux, formado por um conjunto de computadores que atuam integrados como se fossem uma única unidade. O trabalho resultou ainda em nove “imagens” de sistemas operacionais, manuais de ressignificação e utilização, relatórios técnicos e até mesmo produção de artigos científicos. 

Mais do que resultados tecnológicos, o projeto deixou um legado social. Quatro bolsistas da Unioeste participaram ativamente do processo de descaracterização e testes, adquirindo experiência prática. Além disso, foram realizadas oficinas e minicursos em ambiente acadêmico, promovendo inclusão digital e disseminação de conhecimento técnico.  

“O projeto nos permitiu compreender as possibilidades e os desafios do reaproveitamento tecnológico. Mostramos que, mesmo com limitações, é possível transformar um problema em oportunidade de aprendizado e impacto social”, afirmou Iggor Gomes Rocha, diretor administrativo da Itaipu Binacional.  

Viabilidade econômica  

Além da prova de conceito técnica, a equipe também conduziu análises de viabilidade econômico-financeira, explorando três cenários. Na educação, as projeções mostraram que os mini-PCs poderiam contribuir para melhorar o desempenho escolar e, a longo prazo, ampliar a renda média dos alunos que ingressam no ensino superior. Já a oferta de cursos de ressignificação se mostrou financeiramente viável, especialmente em cenários realistas de demanda, além de representar uma oportunidade de formação técnica e disseminação de conhecimento. No caso dos Mini-PCs para IoT, o desempenho foi comparável a dispositivos como o Raspberry Pi, embora ainda existam desafios relacionados à confiabilidade e ao suporte.  

No cenário educacional, em particular, o estudo estimou que a ressignificação poderia atender até 29 escolas e cerca de 550 estudantes em um único ano. O impacto seria direto na inclusão digital e no acesso ao ensino superior, reforçando o potencial da iniciativa como instrumento de transformação social e educacional.  

Segundo Irineu Colombo, diretor superintendente do Itaipu Parquetec, embora experimental, o projeto marca um avanço importante para a região e para o país. “Ele evidencia que o reaproveitamento tecnológico pode contribuir não apenas para a sustentabilidade ambiental, mas também para a formação acadêmica e comunitária” concluiu. 

Fonte: CS/Itaipu Parquetec

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