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Internacional

Cidade canadense entra em luto após ataque com oito mortos em escola

Foz Ao Vivo 12/02/2026 às 09:15
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 A pequena cidade de Tumbler Ridge, com cerca de 2.400 habitantes, no oeste do Canadá, vive dias de luto após um ataque a tiros que deixou oito mortos em uma escola secundária local. A autora dos disparos, de 18 anos, também é suspeita de ter matado a própria mãe e o irmão horas antes de invadir o colégio.

De acordo com a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP), a jovem foi identificada como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos. Ela morreu no local. As autoridades confirmaram que o ataque à Tumbler Ridge Secondary School resultou na morte de cinco estudantes — três meninas de 12 anos, um menino de 12 e outro de 13 — além de uma professora de 39 anos. Outras 27 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado crítico.

Antes da invasão à escola, os policiais encontraram na residência da família os corpos da mãe da suspeita, de 39 anos, e do irmão, de 11 anos. A estimativa é de que os crimes na casa tenham ocorrido por volta do meio-dia.

O caso já é considerado um dos episódios mais letais da história recente do país.

Cronologia do ataque

Segundo a investigação, por volta das 12h, a mãe e o irmão da jovem foram mortos na residência da família, localizada na Fellers Avenue. Uma familiar conseguiu fugir e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a polícia.

Às 13h20, a jovem entrou na Tumbler Ridge Secondary School, onde havia estudado anteriormente, e iniciou os disparos. Dois minutos depois, a polícia recebeu os primeiros chamados relatando o ataque.

Às 13h22, equipes chegaram ao local e, segundo o vice-comissário Dwayne McDonald, foram recebidas a tiros. Após cerca de duas horas de operação, o prédio foi isolado e as vítimas começaram a ser socorridas.

A suspeita morreu no local. As autoridades informaram que ela agiu sozinha.

Histórico e investigação

A RCMP informou que já havia sido chamada à residência da família em diversas ocasiões nos últimos anos para atender ocorrências relacionadas a crises de saúde mental. Em pelo menos duas situações, a jovem foi encaminhada para avaliação psiquiátrica conforme a Lei de Saúde Mental do Canadá.

Armas de fogo chegaram a ser apreendidas na casa durante intervenções anteriores, mas posteriormente foram devolvidas ao proprietário legal.

No ataque à escola, foram recolhidos um rifle de cano longo e uma pistola modificada. A jovem não possuía armas registradas em seu nome, e sua licença de porte estava vencida desde 2024.

Até o momento, a polícia afirma que não encontrou manifesto, carta ou qualquer indício claro sobre a motivação do crime. Também não há evidências de que vítimas específicas tenham sido escolhidas como alvo.

Vítimas e comoção

Entre as vítimas, está Maya Edmonds, de 12 anos, que permanece internada em estado gravíssimo no BC Children’s Hospital, em Vancouver, com ferimentos na cabeça e no pescoço.

Kylie May Smith, também de 12 anos, não resistiu aos ferimentos. Familiares relataram profundo abalo com a tragédia. Outro pai, Abel Mwansa, afirmou que o filho de 12 anos “amava a escola” e foi morto dentro da sala de aula.

A escola permanece fechada por tempo indeterminado.

Reação nacional

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou o episódio como “um ato de crueldade inaudita” e decretou luto nacional de sete dias, com bandeiras a meio mastro em todo o país. Ele também cancelou compromissos internacionais.

O Rei Charles III, chefe de Estado do Canadá, manifestou-se dizendo estar “profundamente chocado e entristecido”.

O prefeito de Tumbler Ridge, Darryl Krakowka, afirmou que a cidade enfrenta uma dor coletiva. “Somos uma comunidade pequena. Todos se conhecem. Estamos unidos para apoiar as famílias”, declarou.

Pontos que seguem sob apuração

A investigação continua e concentra-se em três principais frentes: a origem e o acesso às armas utilizadas no ataque; a análise dos protocolos de apreensão e devolução de armamentos em casos envolvendo saúde mental; e a motivação do crime, que ainda não foi esclarecida.

A tragédia reacende no Canadá o debate sobre segurança escolar, saúde mental e controle de armas. A cidade permanece em choque. O país, em luto.

 
 
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