Escala 5×2 começa 60 dias após a promulgação; em Foz são 53,8 mil afetados
A jornada máxima cai de 44 para 42 horas na primeira etapa e para 40 horas um ano depois. Comércio e construção de Foz têm mais de 93% dos empregos acima de 40 horas.
Em Foz do Iguaçu, 53.764 vínculos formais têm jornada contratada acima de 40 horas semanais, o grupo afetado pelo fim da escala 6×1. São 70,9% dos empregos com jornada informada, segundo levantamento com microdados da Rais de 2025.
A mudança vem da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado em 14 de outubro em dois turnos, por 75 votos a 1. O texto fixa a escala 5×2, com dois dias de descanso remunerado por semana e sem redução de salário.
A jornada máxima cai de 44 para 40 horas semanais. A transição tem duas etapas: 60 dias após a promulgação, as empresas devem adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas. Depois de mais 12 meses, o limite chega a 40 horas.
Como é emenda constitucional, não há sanção presidencial, e o texto não volta à Câmara, que já havia aprovado a mesma versão em maio. Falta a promulgação, que ainda não tem data.
Em Foz, os setores mais expostos são o comércio, com 19.363 empregos acima de 40 horas, ou 93,5% do setor, e a construção, com 3.828, ou 96,1%. Em serviços, incluindo o setor público, são 27.676, equivalentes a 59,1%.
O turismo, que atravessa vários setores, tem 12.866 dos 14.307 empregos acima de 40 horas, ou 89,9%. A hotelaria responde por 5.313 e a alimentação por 4.755.
A cidade tinha 78.612 vínculos formais ativos em 31 de dezembro de 2025. Ficaram fora da conta 2.738 empregos sem jornada informada.




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