Plano Diretor de Foz vence em julho de 2027 e a revisão de R$ 2,1 milhões abre propostas em novembro
São 18 temas em revisão, de habitação a mobilidade e turismo. A coordenadora do Concidades afirma que a Prefeitura quer uma comissão apenas protocolar.
O Plano Diretor de Foz do Iguaçu foi aprovado em 18 de julho de 2017, com validade de dez anos, e vence em julho de 2027. A Prefeitura abriu uma concorrência de R$ 2.117.475 para contratar a consultoria que vai reescrever o documento.
A abertura das propostas está marcada para 10 de novembro. A revisão precisa estar concluída em 2027 e reúne 18 temas, entre eles habitação, expansão urbana, uso e ocupação do solo, mobilidade e transporte, saneamento ambiental, áreas de risco, patrimônio cultural, turismo, desenvolvimento econômico e gestão democrática.
Os problemas em discussão são concretos. A BR-469 foi duplicada sem passagem para pedestres, e moradores atravessam por cima da barreira. Pontos de ônibus sobre o asfalto chegam a 70 graus. A cidade recebe cerca de 5 milhões de turistas por ano e o Parque Nacional do Iguaçu registrou 2.058.539 visitantes no ano passado, com congestionamento no acesso ao parque, na aduana e no caminho do aeroporto. Também estão na mesa a expansão urbana sem infraestrutura, a falta de parques e a necessidade de aproveitar vazios urbanos.
A participação popular é o ponto de atrito. A coordenadora do Concidades, Flávia Dorneles, questiona o acesso ao processo: “Querem que a comissão do Concidades seja protocolar”. A professora da Unila Fabiana Amaral afirma que “moradia digna não significa apenas regularização fundiária, significa também acesso à cidade”. O arquiteto Alexandre Balthazar, da UniAmérica e presidente do Cepac, defende prioridade ao pedestre e investimento em ciclovias e outros modais.






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